Crônica I – parte II
…entretanto, alguma coisa que eu não desejara ou nem ao menos planejara tinha abalado meu ser.
Talvez fossem as reminiscências de uma parte de minha infância que preferissem ser esquecidas. Fui andando, para o meu compromisso, atrasada, como sempre, cambaleando e perdida na poeira armazenada em um porão sem as lembranças de onde realmente ficava. Como foi mesmo que tudo aconteceu? Uma figura com quem eu não mantinha nenhum vínculo afetivo, me parara na rua, tirava-me de minha razão intrínseca, e me deixava com um bolo no estômago.
Ela e seu olho perfurado.
Nossos amigos.
Senti uma ligeira náusea.
Vomitei no meio da rua.
Procurei um lenço, limpei a boca e segui. Enfim cheguei ao meu compromisso. E tudo não passara de um encontro no meio da rua.
